quinta-feira, 31 de março de 2016

Nos separamos...E os nossos filhos?





Na maioria dos casos, a separação é um impacto para a criança e também para os pais, que possivelmente já estavam vivenciando a separação em nível emocional. É importante entender e lembrar que os conflitos conjugais fazem parte das relações no casamento e se estes começam a atrapalhar a vida do casal e/ou da família, talvez a melhor opção seja mesmo a separação. Até porque, é mais saudável para a criança conviver com pais separados, do que com brigas e discussões constantes em casa.
O fato de o filho ter pais separados, em um primeiro momento, pode não ser uma ideia muito boa de ser pensada, afinal inicialmente, ele terá que entender que os pais não viverão mais juntos, que suas rotinas serão alteradas ou ainda que irão precisar se readaptar ao novo companheiro(a) do pai ou da mãe, a possibilidade de ter novos irmãos, etc.
Mas, todas essas mudanças podem não ser necessariamente ruins e vividas com grande sofrimento. A maneira como os pais lidam com a separação influencia na forma como os filhos também irão lidar e, além disso, a forma com que se conduz este momento delicado, pode sim, amenizar o grau de sofrimento da criança.
Então, tomada a decisão do término do casamento, outras apreensões surgem na cabeça de pais e mães, a de como falar sobre isso para os filhos? Geralmente esta situação coloca os pais em um estado de confusão e preocupação, que se não bem manejada, torna a assistência emocional aos filhos prejudicada. Por isso, é preciso que o casal esteja seguro da decisão e não deixem de informar seus filhos, mesmo quando forem muitos novos, porque a criança de qualquer idade irá sentir a mudança que está ocorrendo e o clima cheio de tensão em casa.
A criança poderá ficar confusa, imaginando o que em sua vida terá alterações e é muito comum que se imaginem culpadas pela separação, sendo assim os pais precisam sempre esclarecer todas as dúvidas que possam surgir. Para isso, é necessário deixar muito claro que a separação é apenas a do casamento, e que mesmo assim, o filho será igualmente amado pelos pais. Ou seja, o fato de os pais se separarem não faz com que deixem de serem pais dos filhos e nem de amá-los, que o carinho que sentem não irá mudar, apesar de todas as outras mudanças ocorridas.
Portanto, a forma como contar sobre a separação para os filhos, tem de ser clara, verdadeira e sem culpabilizar um ou outro pelo fato, enfatizando sempre que os filhos não tem relação com o fim do casamento, e que seguirão sendo amados pelos pais. O que tem de ser evitado nessas horas, é expor os filhos às brigas e discussões, pois eles não precisam “ver” tais situações – até porque, elas pertencem ao casal, sendo assim, é importante também os pais não usarem os filhos para chantagear o parceiro. A CRIANÇA DEVE SER RESPEITADA, e não servir de objeto nas brigas entre o casal.
De forma geral e não raro muitas crianças podem ficar tristes, desobedientes, com comportamento mais agressivo, apresentar alterações no sono e no apetite, apresentar dificuldade de concentração e/ou declínio no desempenho escolar. Lembrando que essas reações dependem de cada criança, de cada estrutura familiar e da fase de desenvolvimento em que se encontra. Por isso, apensar do difícil momento os pais precisam estar atentos aos filhos para conseguir perceber tais mudanças.
O modo como cada criança enfrentará a separação, depende diretamente de como os pais lidam com o fato, como se relacionam entre si, antes e até mesmo depois da separação. Com conversa, atenção e afeto tudo poderá ser esclarecido e falado com os filhos.
Luiza Cantarelli Coradini
Psicóloga Clínica
CRP: 07/20819
Especialista em Psicoterapia da Infância e Adolescência em formação email: luizacoradini@gmail.com
Mario Beauregard, neurocientista canadense autor do livro O cérebro espiritual, esteve no Mednesp 2015 em Goiânia.
 
O cérebro espiritual é realidade na medicina
Neurocientista canadense esteve em Goiânia participando do MEDNESP 2015, com o tema de seu livro O Cérebro Espiritual.

Via Giovana Campos
A 10ª edição do Mednesp – Congresso Nacional Médico-Espírita do Brasil reuniu membros de 60 Associações Médico-Espíritas do Brasil (AMEs) e internacionais, profissionais da Saúde e o público geral para discutir as mais recentes pesquisas sobre ciência e espiritualidade com o tema “Os desafios do paradigma médico-espírita no ensino, na pesquisa e na prática clínica”. O evento, organizado pela AME-Brasil e AME-Goiânia, aconteceu em 3 a 6 de junho, no Centro de Convenções de Goiânia (GO).
Nesta edição,  se discutiram os assuntos de saúde não somente com o grande público, mas também entre médicos e profissionais de saúde, com o objetivo de abordar assuntos científicos mais profundos a fim de trabalharmos no desenvolvimento e na implantação do paradigma médico-espírita. Para tal, um dos palestrantes convidados é o Dr. Mario Beauregard, PhD, é um neurocientista atualmente filiado ao Departamento de Psicologia da Universidade do Arizona, nos Estados Unidos. Ele é o autor de mais de 100 publicações em neurociência, psicologia e psiquiatria. Por causa de sua investigação sobre a neurociência da consciência ele foi selecionado pelo World Media Net entre os "Cem pioneiros do século 21”.
Ele contribui ativamente para a criação de um novo paradigma pós- materialista na ciência. Muitos cientistas ignoram evidências concretas que desafiam o preconceito materialista, agarrando-se à visão limitada que as nossas experiências são explicáveis apenas por causas materiais, com a convicção obstinada que o mundo físico é a única realidade. Mas o materialismo científico está em uma encruzilhada para explicar ações irrefutáveis da mente sobre a matéria, de intuição, força de vontade, saltos de fé, do "efeito placebo" em medicina, de experiências de quase-morte na mesa de operação e de premonições psíquicas de um ente querido em crise, para não falar do sentimento ocasional de unidade com a natureza e as experiências místicas de meditação ou oração. A ciência tradicional explica essas e outras ocorrências como delírios ou mal-entendidos, mas explorando as últimas pesquisas neurológicas sobre fenômenos como estes, o cérebro espiritual chega a sua fonte real. Intuição, fé, premonições? Seriam essas experiências apenas produtos do cérebro?
Para o neurocientista Mario Beauregard, as experiências espirituais estão muito além das explicações materialistas. Em 'O cérebro espiritual', o autor refuta as respostas da ciência tradicional, que considera essas ocorrências meros delírios. Além de defender a existência de um estado de consciência mística, no qual seria possível vivenciar aspectos da realidade não acessíveis em outros estados, Beauregard explica como nossos neurônios atuam durante esse tipo de experiência. Por meio de uma pesquisa com freiras carmelitas, ele apresenta evidências que contestam o pensamento convencional e convidam o leitor a se perguntar se foi Deus que criou o cérebro ou o cérebro que criou Deus.

MEDNESP 2015
Centro de Convenções de Goiânia - Goiânia / GO
www.mednesp2015.com.br