quinta-feira, 24 de janeiro de 2013

QUANDO COMEÇAMOS A OUVIR?
QUANDO COMEÇAREMOS A ESCUTAR?

O bebê tem a capacidade de perceber sons desde o quinto mês da sua vida intrauterina, adquirindo esta capacidade antes mesmo de falar ou andar. O autor Maudale (2007:10) defende que a audição influencia em muito o movimento, a linguagem e a aprendizagem da criança. Para ele, escutar é ouvir e é ter a motivação de ouvir. Define ouvir como sendo a faculdade que a criança tem de receber sons e escutar como a capacidade que requer a habilidade de selecionar os sons que lhe interessam entre toda a diversidade que lhe chega aos ouvidos. Deste modo, ouvir é um ato passivo enquanto que escutar é um ato ativo e "voluntário". Portanto, ouça, mas não deixe de (((ESCUTAR))).

Leia também a matéria no blog PARA ESCUTAR MELHOR...
http://mindasks.blogspot.com.br/2013/01/para-escutar-melhor.html

Fonte: http://comum.rcaap.pt/bitstream/123456789/2568/1/Mestrado.pdf

segunda-feira, 14 de janeiro de 2013

Como seria estar por trás dos olhos de um autista?

por em 30 de dez de 2012 às 06:56 
 
"O autismo me prendeu dentro de um corpo que eu não posso controlar" - conheça a história de Carly Fleischmann, uma adolescente que aprendeu a controlar o autismo para se comunicar através de palavras escritas em um computador após 11 anos de enclausuramento dentro de si mesma, e assista também o video interativo "Carly's Café", no qual você poderá vivenciar alguns minutos da experiência de um autista por trás dos olhos de um.

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Lê se na tela de um computador: "Meu nome é Carly Fleischmann e desde que me lembro, sou diagnosticada com autismo", a digitação é lenta, a idéia não é concluída sem algumas interrupções, é assim que Carly trava contato com o mundo. Carly é uma adolescente de Toronto, Canadá, e atravessou uma batalha na vida. Ajudada pelos pais, ela conseguiu superar a barreira máxima do isolamento humano.
“Quando dizem que sua filha tem um atraso mental e que, no máximo atingirá o desenvolvimento de uma criança de seis anos, é como se você levasse um chute no estômago", diz o pai de Carly. Ela tem uma irmã gêmea que se desenvolvia naturalmente, e aos dois anos, ficou claro que havia algo de errado. Ela estava imersa no oceano de dados sensoriais bombardeando seu cérebro constantemente. Apesar dos esforços dos pais, pagando profissionais, realizando tratamentos, ela continuava impossibilitada de se comunicar e de ter uma vida normal. O pai de Carly explica que ela não era capaz de andar, de sentar, e todos doutores recomendavam: "Você é o pai. Você deve fazer o que julgar necessário para esta criança".

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Eram cerca de 3 ou 4 terapeutas trabalhando 46 horas por semana. Os terapeutas acreditavam que Carly fosse mentalmente retardada, portanto, sem esperanças de algum dia sair daquele estado. Amigos recomendavam que os pais parassem o tratamento, pois os custos eram muito altos. O pai de Carly, no entanto, acreditava que sua criança estava ali, perdida atrás daqueles olhos: "Eu não poderia desistir da minha filha".
Subitamente aos 11 anos algo marcante aconteceu. Ela caminhou até o computador, colocou as mãos sobre o teclado e digitou lentamente as letras: H U R T - e um pouco depois digitou - H E L P. Hurt, do inglês "Dor", e Help significa "Socorro". Carly nunca havia escrito nada na vida, nem muito menos foi ensinada, no entanto, foi capaz de silenciosamente assimilar conhecimento ao longo dos anos para se comunicar, usando a palavra pela primeira vez, em um momento de necessidade extrema. Em seguida, Carly correu do computador e vomitou no chão. Apesar do susto, ela estava bem. "Inicialmente nós não acreditamos. Conhecendo Carly por 10 anos, é claro que eu estaria cético", disse o pai.
Os terapeutas estavam ansiosos para ver provas e os pais incentivavam Carly ao máximo para que ela se comunicasse novamente. O comportamento histérico de Carly permanecia exatamente como antes e ela se recusava a digitar. Para força-la a digitar, impuseram a necessidade. Se ela quisesse algo, teria que digitar o pedido. Se ela quisesse ir a algum lugar, pegar algo, ou que dissessem algo, ela teria que digitar. Vários meses se passaram e ela percebeu que ao se comunicar, ela tinha poder sobre o ambiente. E as primeiras coisas que Carly disse aos terapeutas foi "Eu tenho autismo, mas isso não é quem eu sou. Gaste um tempo para me conhecer antes de me julgar".
A partir dai, como dizem os pais, Carly "encontrou sua voz" e abriu as portas de sua mente para o mundo. Ela começou a revelar alguns mistérios por trás do seu comportamento de balançar os braços violentamente, e de bater a cabeça nas coisas, ou de querer arrancar as roupas: "Se eu não fizer isso, parece que meu corpo vai explodir. Se eu pudesse parar eu pararia, mas não tem como desligar. Eu sei o que é certo e errado, mas é como se eu estivesse travando uma luta contra o meu cérebro".

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"Eu gostaria de ir a escola, como as outras crianças. Mas sem que me achassem estranha quando eu começasse a bater na mesa, ou gritar. Eu gostaria de algo que apagasse o fogo". Carly explica ainda que a sensação em seus braços é como se estivessem formigando, ou pegando fogo. Respondendo a uma das perguntas que fizeram a ela, sobre porquê às vezes ela tapa os ouvidos e tapa os olhos, ela explica que isso serve para ela bloquear a entrada de informações em seu cérebro. É como se ela não tivesse controle e tivesse que bloquear o exterior para não ficar sobrecarregada. Ela explica ainda que é muito difícil olhar para o rosto de uma pessoa. É como se tirasse milhares de fotos simultaneamente com os olhos, e é muita informação para processar. O cérebro de Carly não possui a capacidade de catalizar a quantidade imensa de informações para os sentidos, e consequentemente, ela não pode lidar com a quantidade excessiva de informação absorvida.
Segundo o pai de Carly, ela faz questão de dizer, que é uma criança normal, presa em um corpo que a impede de interagir normalmente com o mundo. O Pai de Carly teve a chance de finalmente conhecer a filha. A partir do momento em que ela começou a escrever, se abriu para o mundo. Carly hoje está no twitter e no facebook. Ela conversa com as pessoas e responde dúvidas sobre o autismo. Com ajuda do pai ela escreveu um livro chamado Carly's Voice (A voz de Carly). Entre os mais variados comentários que ela recebe sobre o livro, um crítico disse: "A história de Carly é um triunfo. O autismo falou e um novo dia nasceu".
Assista o curta-metragem interativo "Carly's Café", baseado em um trecho do livro, e vivencie a experiência de Carly por alguns minutos:

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Veja algumas perguntas respondidas por Carly que ajudam a elucidar algumas questões do autismo:

Questão 1: Carly, você pode me dizer porque meu filho cospe todo o tempo? Ele tem todos os outros tipos de comportamento também: Bater a cabeça, rolar, balançar os braços, mas o cuspe é asqueroso e realmente faz com que as pessoas queiram ficar longe dele. Alguma idéia?

Carly: Eu nunca cuspi, quando era criança. No entanto, eu babava, e sentia como se cuspisse. Hoje eu percebo que eu nunca soube como engolir a saliva. Eu nunca usei minha boca para falar, e por isso, nunca usei os músculos da boca. Quando você tem saliva presa na sua boca, existem poucas maneiras de se livrar do desconforto. Tente dar a ele alguns doces por duas semanas. Isso vai fortalecer os músculos e ensina-lo a engolir a saliva.

Questão 2: Meu garoto de quatro anos grita no carro toda vez que o carro para. Ele fica bem, desde que o carro mantenha-se em movimento. Mas uma vez que parou, ele começa a gritar. É uma mania incontrolável.

Carly: Eu adoro longos passeios de carro. O carro em movimento, e o visual passando rapidamente permite que você bloqueie outros impulsos sensoriais e foque em apenas um. Meu conselho é que você coloque um DVD no carro com cenário em movimento.

Questão 3: Você alguma vez já gritou sem razão nenhuma? Mesmo com o semblante feliz, e tudo calmo e relaxado, mas você apenas começa a gritar? Minha filha às vezes faz isso e eu estou tentando entender o porquê.

Carly: Ela está filtrando o audio e quebrando os sons, ruídos e conversações através do dia. Além de gritar, ela poderá chorar, rir alto e até demonstrar raiva. É a nossa reação por finalmente entendermos algo que foi dito há alguns minutos, alguns dias ou alguns meses. Está tudo ok com ela.

Questão 4: Como eu faço com que um adolescente pare com movimentos repetitivos na classe? Ele diz que os professores são chatos e que é muito mais divertido na cabeça dele. Eu sei que é, mas ele está perdendo todas as instruções e leituras. Eu estou sempre redirecionando ele, mas ele está perdendo tanto. Me ajude.

Carly: Ok. Preciso limpar uma má interpretação sobre o autismo. Se uma criança está fazendo movimentos repetitivos, não quer dizer que ele ou ela não esteja escutando. De fato, ela escuta melhor se ela estiver fazendo esses movimentos. Eu estou estudando e ainda faço movimentos na classe. Eu tento ser discreta, como se estivesse enrolando um pequeno pedaço de papel nos meus dedos. Todos fazem movimentos repetitivos. Pense nos desenhos que você faz quando está no telefone, ou enrolando a ponta dos cabelos, ou enroscando o lápis entre os dedos. Isso é um "stim" (uma movimentação repetitiva). Não há nada de errado com isso, mas às vezes é melhor tentar ser discreto.

gustavoserrate
Artigo da autoria de Gustavo Serrate.
Jornalista e cineasta independente de Brasília. Interesses transitando pelo cinema, quadrinhos, fotografia, video making, motion design e toda forma de cultura independente ou marginalizada.
Saiba como fazer parte da obvious.

sábado, 12 de janeiro de 2013


Sinopse do livro - A Memória e o Tempo - Espiritismo - Hermínio C. Miranda

Um mergulho apaixonante nos mistérios do tempo e de suas relações com a memória integral, utilizando a regressão de memória como técnica de pesquisa e instrumento de exploração dos arquivos indeléveis da mente. Com argúcia e clareza, o autor discute o conceito de tempo, reavalia os ensaios pioneiros com a hipnose,nó século XIX, aborda as experiências de Albert de Rochas e as teorias de Freud, até chegar às modernas técnicas de terapia

A Memória e o Tempo - Espiritismo - Hermínio C. Miranda

"SCIENCE AND THE SEANCE" - documentário BBC



"SCIENCE AND THE SEANCE", ou "A CIÊNCIA E AS SESSÕES ESPÍRITAS", em tradução livre, é um documentário da BBC que agora o site Luz Espírita traduziu e dublou em Português. O documentário tem algumas limitações, e  confunde Espiritismo (a doutrina codificada por Allan Kardec) com Moderno Espiritualismo, que é, por assim dizer, o Espiritismo dos povos de Língua Inglesa. Mas é interessante e revela um progressivo perder de receios por parte da mídia em relação a este tema.

"A CIÊNCIA E AS SESSÕES ESPÍRITAS" (Science and the Seance) - 1

"A CIÊNCIA E AS SESSÕES ESPÍRITAS" (Science and the Seance) - 2

"A CIÊNCIA E AS SESSÕES ESPÍRITAS" (Science and the Seance) - 3

"A CIÊNCIA E AS SESSÕES ESPÍRITAS" (Science and the Seance) - 4

domingo, 6 de janeiro de 2013

Fazer exercícios físicos nos deixa mais inteligentes?


Infográfico de Tiago Cordeiro.Clique para ampliar.

Sim. Em diversos estudos recentes, os neurologistas descobriram que a prática de exercícios produz novos neurônios e aumenta a atividade cerebral. Sentar por horas e horas em uma cadeira apenas estudando parece não ser a única maneira de ficar “mais inteligente”: o exercício também pode ajudar. Isso sem contar os efeitos positivos já consagrados, como o controle da hipertensão arterial, o combate ao sedentarismo, a redução das taxas de gorduras e açúcares no sangue, fatores que sabidamente podem levar a doenças vasculares com graves consequências cerebrais.
“O cérebro passa a funcionar melhor e fica mais preparado para armazenar informações”, diz Ricardo Arida, professor de Neurofisiologia e Fisiologia do Exercício da Unifesp. Qualquer tipo de exercício faz bem para o sistema nervoso, mas as atividades aeróbicas (correr, caminhar, andar de bicicleta, nadar) são mais eficientes no aumento do fluxo de sangue para o cérebro e na produção das substâncias químicas que regulam o sistema neurotransmissor. Os neurônios existentes se tornam capazes de fazer mais conexões. E outros novos nascem (esqueça aquela história de que paramos de produzir células do sistema nervoso na infância: não é verdade).
Com a atividade física, os neurônios surgem especialmente no hipocampo, área envolvida com a aprendizagem e memória. “Ao caminhar ou correr, não estamos apenas melhorando o funcionamento dos sistemas muscular, respiratório e cardíaco”, afirma a psicóloga e neurologista norueguesa Astrid Bjørnebekk, pesquisadora do Instituto Karolinska.
“Trinta minutos de caminhada, três vezes por semana, já provoca impacto positivo logo no primeiro mês”, diz Arthur Kramer, professor de neurociências da Universidade do Illinois. Estaria decretado o fim da hegemonia intelectual dos CDFs (ou nerds, como preferir), cuja premissa é: sente-se por horas em uma cadeira, estude o quanto puder e seja mais inteligente?

Fonte: http://revistagalileu.globo.com/Revista

quinta-feira, 3 de janeiro de 2013

Pessoas esquecem da infância ainda crianças











Pesquisa mostra que pessoas esquecem da infância ainda crianças.

Pesquisadores não sabem ao certo os motivos que levam ao esquecimento.

Hipótese é de que o cérebro ainda não estaria pronto para gravar memórias.






     A história começa com um tombo, uma viagem em família, uma briga na escola por volta dos quatro, cinco anos. Antes disso, nada. "Desconhecemos e esquecemos muitos aspectos da nossa vida. É muito provável que você saiba pouco sobre si mesmo", diz Fani Hisgail, psicanalista.

    E é justo a infância, tão saudosa e cantada pelos poetas, a época mais esquecida. Ironia biológica? Os especialistas chamam de amnésia infantil, e não tem nada a ver com lapsos de memória, mas com os quatro primeiros anos de vida que parecem ter sido apagados com borracha."Sim, pode-se dizer que perdemos parte da nossa infância", afirma à Folha Carole Peterson, pesquisadora da Memorial University of Newfoundland, no Canadá.

   Peterson coordenou uma pesquisa, publicada no começo do mês na revista "Child Development", sobre memórias de infância. No estudo, 140 crianças entre quatro e 13 anos foram convidadas a contar suas primeiras memórias (fizemos o mesmo com quatro pessoas, leia depoimentos nesta e nas páginas seguintes). Dois anos depois, as crianças da pesquisa tiveram que contar novamente as lembranças mais antigas e estimar quantos anos tinham quando tudo aconteceu. As mais novas trocaram as memórias velhas por mais recentes. As maiores mantiveram as mesmas lembranças. Moral da história: esquecemos a infância enquanto ainda somos crianças.



Hipóteses



    Não há dúvida que crianças conseguem armazenar informações, segundo Martín Cammarota, pesquisador em neurofisiologia da PUC-RS. "Elas sabem o que aconteceu ontem ou anteontem, mas são lembranças de curta duração."



   A neurociência não tem certeza de por que isso acontece. Uma das hipóteses é que o cérebro ainda não estaria pronto para gravar memórias à tinta, de acordo com Rodrigo Neves Pereira, pesquisador da Universidade Federal do Rio Grande do Norte. "É como se as crianças escrevessem a lápis no disco rígido da memória." Estruturas cerebrais responsáveis por processar e arquivar informações não estão totalmente desenvolvidas aos dois anos ou três anos.

     Na mesma direção, o neurocientista Ivan Izquierdo argumenta que, nessa idade, não dominamos totalmente a linguagem. "As memórias de antes dos três anos são gravadas em códigos não linguísticos, que não fazem sentido depois que somos adultos."

   Não por acaso, lembranças mais claras coincidem com o início da alfabetização. Algumas pessoas, porém, desenvolvem essa capacidade mais cedo. Mistérios.