Fazer exercícios físicos nos deixa mais inteligentes?
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| Infográfico de Tiago Cordeiro.Clique para ampliar. |
Sim. Em
diversos estudos recentes, os neurologistas descobriram que a prática de exercícios
produz novos neurônios e aumenta a atividade cerebral. Sentar por horas e horas
em uma cadeira apenas estudando parece não ser a única maneira de ficar “mais
inteligente”: o exercício também pode ajudar. Isso sem contar os efeitos
positivos já consagrados, como o controle da hipertensão arterial, o combate ao
sedentarismo, a redução das taxas de gorduras e açúcares no sangue, fatores que
sabidamente podem levar a doenças vasculares com graves consequências
cerebrais.
“O
cérebro passa a funcionar melhor e fica mais preparado para armazenar
informações”, diz Ricardo Arida, professor de Neurofisiologia e
Fisiologia do
Exercício da Unifesp. Qualquer tipo de exercício faz bem para o sistema
nervoso, mas as atividades aeróbicas (correr, caminhar, andar de
bicicleta, nadar) são mais eficientes no aumento do fluxo de sangue para
o cérebro e na produção das substâncias químicas que regulam o sistema
neurotransmissor. Os neurônios existentes se tornam capazes de fazer
mais conexões. E outros novos nascem (esqueça aquela história de que
paramos de produzir células do sistema nervoso na infância: não é
verdade).
Com a
atividade física, os neurônios surgem especialmente no hipocampo, área envolvida
com a aprendizagem e memória. “Ao caminhar ou correr, não estamos apenas
melhorando o funcionamento dos sistemas muscular, respiratório e cardíaco”,
afirma a psicóloga e neurologista norueguesa Astrid Bjørnebekk, pesquisadora do Instituto Karolinska.
“Trinta
minutos de caminhada, três vezes por semana, já provoca impacto positivo logo
no primeiro mês”, diz Arthur Kramer, professor de neurociências da Universidade
do Illinois. Estaria decretado o fim da hegemonia intelectual dos CDFs (ou nerds, como preferir), cuja premissa é: sente-se por horas em uma cadeira, estude o quanto puder e seja mais inteligente?

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